quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mais um encontro da última quarta feira de mês

Foi ontem, no sítio do costume, e, vamos lá, mais concorrida do que era de esperar.
O Mendonça, por vir de longe, foi dos primeiros a chegar. Depois estiveram o Robalo, o Latas, o Campos, o Acabado, (mentiroso... está em grande forma!), o Contreiras, o José Augusto Guilhoto, o Mata,(regressado de Moçambique), o Fernando e o indefectível Matateu; o Jacinto Pinto como de costume foi dos últimos a chegar, só sucedido pelo seu amigo Silva Pinto, pelo que ficaram os dois em mesa à parte, mas bem integrados no conjunto. Finalmente o Lourenço, (não é o sobrinho do tio, porque esse deu sinal de vida, mas nunca apareceu), mas o dinâmico amigo natural de Mafra que nos quer desviar para o Puerto, carago! Vamos ver como as coisas correm e depois se resolverá, mas está tudo bem encaminhado: uma almoçarada, (pretexto para o passeio), na Ribeira do Porto.
Resumindo: estiveram doze convivas e um achegadiço que só apareceu no final: o Lourenço.
Este grupo é pequeno, mas coeso e muito perseverante
Durante o repasto comentou-se a reunião em Beja, (23/24), pouco concorrida como se vê pela foto de grupo, sendo referida a falta de comparência da Direcção da LASB, tendo havido necessidade de constituir uma mesa ad hoc para presidir aos actos da assembleia geral.
Foi lembrado o amigo Guardado e o Túbal, ambos em convalescença por males que os acometeram, aos quais auguramos rápidas melhoras.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Encontro de Antigos Alunos dos Seminarios de Serpa e Beja

Decorreu nos passados dias 23 e 24, no Seminario de Nossa Senhora de Fátima, em Beja. o encontro dos Antigos Alunos dos seminarios de Serpa e Beja, como anunciámos abaixo.

Aqui publico algumas fotos alusivas ao evento que reuniu amigos que de há muito se não encontravam, matando assim saudades e recordando episódios que sempre ficaram na memória de todos e permanecerão até ao fim das nossas vidas.

Foto do grupo

Reconheço várias caras, mas sei o nome de poucas, (culpa minha). Ressalto antes de mais o Antonino Mendonça, na sua pose magistro-político-militar, os manos Vítor e António José, o Zé Carlos, um careca que me parece o Manel da Misarela, o Zé Águas, meu ilustre conterrâneo e sempre em pose de galã, outro que me parece o Luís Gonzaga Valério e finalmente outro que me parece o Albertinho,(perdão, Dr Alberto), ali mesmo à frente junto ao Antonino. Os outros que me desculpe, mas não relaciono os nomes com as caras.

Aspecto da Assembleia Geral da LASB


A Mesa da Presidência e o Silvestre Aranha usando da palavra

Pormenor da assistência com o Zé Carlos, o Túbal e o Lúcio em primeiro plano

Outro aspecto informal da Assembleia
Nota: Estas fotos foram-me enviadas por um Amigo de um Amigo meu, obrigado!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mais um Convívio de Antigos Companheiros


ENCONTRO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DE SERPA E BEJA
23 e 24 de Maio de 2009


PROGRAMA

Dia 23 de Maio – Sábado

Chegada e recepção até à hora do almoço.

13.00h. Almoço
15.00h. Reunião. Assembleia-Geral da LASB
17.00h. Colóquio: “Actualidade do pensamento, da vida e da obra do Padre Abel Varzim”.O Padre Abel Varzim foi professor no Seminário de Serpa e fundador do Escutismo na Região de Beja. O colóquio será orientado pelo Dr. Juan Ambrósio e pela Dra., Filomena Gouveia.
19.30h. Jantar
21.00h. Convívio

Dia 24 de Maio – Domingo

8.30 h. Oração de Laudes
9.00 h. Pequeno-almoço
10.00 h. Futebol
12.00 h. Celebração da Eucaristia
13.00 h Almoço e despedida

Local do encontro: http://www.portugalio.com/beja/beja/salvador/rua_dom_afonso_henriques/

sábado, 16 de maio de 2009

Alguém se manifestou. Viva

"Marta Barata disse...
É de lamentar, que quem nunca mexeu um dedo para apoiar esta iniciativa tão merecedora do nosso apreço, tenha este sentido tão crítico. Dado que utiliza este meio para denegrir o trabalho dos outros, não admira que ninguém responda no seu blog. O seu comentário só mostra graves problemas existenciais. O que para si são lamechices, para quem viveu esta experiência única, são sentimentos profundos de agradecimento e partilha, algo que infelizmente não parece fazer parte da sua vivência. Tenho esperança que o Sr. seja uma minoria neste mundo, pois eu acredito num mundo melhor.Só para seu conhecimento, o livro de visitas foi retirado, única e exclusivamente por causa dos abusos (muitos deles pornográficos), que estragaram as várias dezenas de comentários com conteúdo positivo e constritivo de ex-seminaristas e seus familiares.
15 de Maio de 2009 21:27 "

Olá Caríssima (o) anónima (o) (?) "Marta Barata"!
Antes de mais obrigado por ter postado o seu coment.
Quero dizer-lhe que não percebeu o meu post ao lamentar que o livro de visitas se encontre fechado e ao sugerir que alguém gira melhor o site.
Creio que não há dúvidas para ninguém que a coisa está muito pobre!
Eu próprio gostaria de colaborar, mas não sei como, pois já o tentei fazer e não encontrei retorno. Será que sou mesmo "demasiado" crítico?
Também aspiro por um mundo melhor e, estou certo, não pertenço a uma minoria.
Cumprimento com muita amizade!
ancampos@netcabo.pt

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A LASB e o site

Não sei quem responde pelo site da LASB, mas cada vez que lá vou fico desolado.
Salvo melhor opinião, aquilo não estará a ser muito bem gerido. Por exemplo, agora anuncia o encontro dos antigos seminaristas de Serpa e Beja, apresentando uma fotografia aérea da zona do Castelo de Beja que não parece muito explícita: eu confesso a minha ignorância porque de início não percebi nada daquilo, só à segunda análise descortinei o castelo e lá me localizei. Pelo menos devia ter alguma nota ou referência mais saliente para permitir a identificação do local pretendido ou que pretende mostrar.
O livro de visitas estava inçado de erva daninha porque permitia a entrada a quem queria entrar.
Resolveram fechá-lo e continua o convite aos visitantes para deixarem a sua opinião. Mas como?
Alguém que dê forma àquilo e torne a coisa interessante e sem lamechices. O mundo está mudando. Preparemo-nos e preparemos os nossos filhos, (gerações mais novas), para os tempos novos que aí vem quer queiram quer não!
O problema é que estamos todos velhos e não vejo ninguém capaz de limpar a poeira da sacristia...
Quando iniciei este blog ainda pensei que alguém quisesse dar um pouco do corpo ao manifesto, mas ressalvando dois ou três, a saber: o Contreiras, o Antonino Mendonça e o Túbal, mais ninguém apareceu.
Até o Ralha Aranha deu um arzinho da sua graça e desapareceu.
Aqui fica uma sugestão um pouco diferente, se ainda for a tempo:

domingo, 26 de abril de 2009

ESSA COISA TÃO SIMPLES: LIBERDADE

Com a devida vénia, fui repescar ao "Palheiro do JUMENTO" esta transcrição que me parece muito clara e lúcida e com a qual estou totalmente de acordo:
«Passam hoje 35 anos sobre a tal inesquecível madrugada libertadora. Como de costume, o regime vai assinalar a data com umas quantas cerimónias, públicas e particulares, sempre previsíveis, sempre obrigatórias e sempre destituídas de sentido. O Presidente da República vai fazer o habitual discurso na Assembleia, em que tudo o que interessa é ler nas entrelinhas se ele ataca ou não ataca o Governo em funções — conforme é tradição da data; o PCP e a extrema-esquerda vão desfilar por aí, jurando que “Abril está por cumprir”; e o coronel Vasco Lourenço, em representação dos militares do 25 de Abril, vai destilar o seu habitual azedume contra os ‘políticos’ e insinuar que, se for preciso, eles são capazes de voltar a pegar em armas e acabar “o que ficou inacabado”. Há muito que defendo que a memória dessa luminosa manhã de liberdade deveria deixar de ser comemorada — pelo menos, assim —, como forma de preservar a sua dignidade. O passado é um país distante e a sua revisitação, a tentativa de reinventar um dia feliz vivido lá atrás, acaba sempre por ter um sabor amargo, a mofo.
Além de que esta sessão anual de lamúrias públicas não tem razão de ser: o 25 de Abril foi cumprido, tanto quanto o podia ser. Os três D foram cumpridos. Democratizámos, mas a democracia — numa nação que nunca teve a liberdade como o primeiro e absoluto dos valores — não é muito mais do que isto. Descolonizámos — tarde e mal, e mal porque tarde —, mas cumprimos o princípio essencial de devolver o que não era nosso e que só as circunstâncias históricas (sem dúvida motivo de orgulho) nos tinham provisoriamente confiado. E desenvolvemo-nos: sim, desenvolvemo-nos. Só quem não viveu ou não se lembra do que era o Portugal de 1974, só quem não viu, por exemplo, a série de programas de António Barreto na RTP, é que pode ainda ter dúvidas sobre isso. O Portugal de hoje não tem nada, rigorosamente nada, a ver com o Portugal do Estado Novo — miserável, ignorante, de mão estendida e espinha curvada. Acontece é que nunca estamos satisfeitos, achámos que a liberdade era o direito de tudo reclamar, todos os direitos sem nenhuns deveres, a Europa e o mundo fascinados a nossos pés, pagando eternamente pelo espectáculo da nossa liberdade e do cravo na lapela, e nós encostados aos subsídios e às facilidades sem termos de nos cansar. Hélas!, não é assim que se constroem as nações que vão à frente!
Podíamos, ao menos, ter-nos entendido, de uma vez por todas, sobre o essencial desse dia distante: a liberdade. Mas nem isso. Basta ver como, hoje ainda, os próprios militares de Abril estão divididos, para perceber como essa coisa aparentemente tão simples que é a ideia de liberdade continua a dividir uma nação que nunca, verdadeiramente, a amou, respeitou ou se bateu por ela. Na semana em que Otelo foi promovido a coronel, com efeitos retroactivos, Jaime Neves foi promovido a general, e a Associação dos Militares de Abril amuou por causa desta última. Não perceberam que o que aconteceu em determinado momento não pode ser apagado da história pelos momentos supervenientes, seja de que lado for: que a liberdade se ficou a dever, primeiro, a Salgueiro Maia e Otelo, e, depois, a Eanes e Jaime Neves.
O “bota-abaixo”, como diz José Sócrates, é o que nós achamos de mais próximo à liberdade: poder dizer livremente mal de todos os ‘políticos’, depois de cinquenta anos em que ninguém se atrevia sequer a dizê-lo à própria sombra. Tornar o simples exercício do poder e a correspondente exposição pública uma oportunidade para o fartar vilanagem, que confundimos com coragem. Não digo, antes pelo contrário, que os políticos sejam melhores hoje do que eram há dez, vinte ou trinta anos: aqui, na Europa, no resto do planeta. Digo é que, quando acontece alguém chegar à política movido pelo sentido de serviço público e pela vontade de transformar as coisas, ele é tranquilamente cilindrado como os outros, com a leveza de um Vasco Lourenço discorrendo sobre o país ou de um qualquer ‘corajoso’, insultando, anónima e impunemente, nos blogues do mundo fácil de governar da net.
Não devíamos, assim, queixar-nos ou admirar-nos se os melhores desistem e se os piores regressam, no vazio criado. Para desgraça nossa — e com o nosso voto! —, Santana Lopes vai, muito provavelmente, regressar ao governo de Lisboa, depois de ter deixado a cidade e o país de pantanas. Mas quem quer verdadeiramente preocupar-se em escrutinar o que foi o seu desgoverno passado? As pessoas ficam-se pela espuma das coisas — o túnel do Marquês — e nem querem saber do resto, se o homem é apenas um genial mestre da sedução sem causa nobre. E a senhora que o escolheu — Manuela Ferreira Leite — desdenhou, para encabeçar a lista do PSD às europeias, alguém como Marques Mendes, dos raros que quiseram moralizar as coisas, pagou por isso e se afastou tranquilamente. Devíamos, sim, pensar que Paulo Rangel, o cabeça-de-lista do PSD às europeias, e Nuno Melo, o do PP, são dois excelentes deputados, dos poucos que fazem a diferença, e que os respectivos partidos afastam do Parlamento para esse doirado exílio europeu, onde habitam sumidades políticas como Edite Estrela ou Deus Pinheiro. Devíamos pensar, pior ainda, por que razão desistem eles próprios e tão rapidamente de uma batalha onde farão falta.
Já aqui escrevi, há quinze dias, sobre o que penso do caso Freeport e da posição em que ele coloca José Sócrates. Escrevi que, pessoalmente, acredito na sua inocência, mas não abdico de ver tudo esclarecido, sem margem para qualquer dúvida. O que eu não entendo é a leviandade de tudo isto: um homem é publicamente suspeito do pior dos crimes políticos e a coisa arrasta-se, meses, anos, em fogo lento, sem que ele seja ilibado ou acusado e tendo ainda de governar o país e enfrentar eleições sob esse peso. Não pode desistir, porque seria como que uma confissão de culpa; não pode continuar em igualdade de circunstâncias com os seus adversários políticos, porque há sempre essa terrível suspeita pendente sobre ele. Não pode ficar quieto e calado, porque alimenta as suspeitas; não se pode defender, porque é uma ‘ameaça’ e uma ‘pressão’. O que pode um cidadão, que tem o azar de ser primeiro-ministro de Portugal, fazer num caso destes e enquanto espera que a Justiça cumpra o seu papel?
Há um tipo — que tem o mesmo apelido que eu e que escreve semanalmente no “DN”, onde se especializou na ofensa fácil — que escreveu que Sócrates falar de moral é o mesmo que Cicciolina falar de virtude, ou coisa que o valha. O cidadão José Sócrates, sentindo-se ofendido (como qualquer um de nós se sentiria), põe um processo ao ofensor. Tem esse direito? Não: é o primeiro-ministro a intimidar um ‘jornalista’. E o ‘jornalista’ vira mártir da liberdade de imprensa na praça pública. Fala-se em “ameaças intoleráveis”, da liberdade em risco, da heróica e antiquíssima luta da imprensa contra o poder, do “jornalismo de investigação” contra as pressões políticas.
Liberdade? De imprensa? Ora, vão pastar caracóis para o Sara! Eles sabem lá o que é a liberdade! Sabem lá o que isso custa a ganhar! » [
Expresso assinantes]
Parecer:
Por Miguel Sousa Tavares.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Como o tempo passa!

É verdade: como o tempo passa?!?! Já lá vão três meses que não escrevo nada no meu blog!...
Tantos quantos os que faltei aos encontros das últimas quartas feiras. Mas a esta não faltei. Fui mesmo mais cedinho para poder admirar as obras do Terreiro do Paço e dar uma voltinha pela Baixa. ÀH, e fui de barco, Cacilheiro, como ainda se lhe chama. Para o alcançar servi-me do Metro Sul do Tejo que pàra mesmo à minha porta. Uma delícia viajar agora para Lisboa por Cacilhas e Cáis do Sodré!
A Baixa é que está descaracterizada, com o Terreiro do Paço revolto pelas máquinas e o mau cheiro dos esgotos a espalhar-se pelas geométricas artérias pombalinas.
Nos tapumes da obra pude admirar alguns elementos decorativos apropriados e sobretudo deliciei-me com uma poesia de Pessoa, assinada por um dos seus heterónimos, Alberto Caeiro,a propósito do Rio Tejo.
Cito de memória:
"O Rio Tejo é muito grande
O Rio Tejo é maior que a ribeira da minha aldeia
O Rio Tejo tem beleza e desagua no mar imenso
A ribeira da minha aldeia
passa atravès dos montes
e desagua num rio pequeno
O Rio Tejo tem do outro lado as Américas
A ribeira da minha aldeia tem do outro lado
montes e serras floridas e pomares generosos
A Ribeira da minha aldeia
é mais bonita do que o Rio Tejo!"
E pronto, passando sob o arco dedicado aos feitos dos nossos maiores, lá fui subindo a Rua Augusta pejada de estrangeiros, uns turistas outros imigrantes mais ou menos desinseridos, dando à cidade um colorido cosmopolita ainda mais acentuado.
O Rossio e o Largo de São Domingos são outros pontos fortes do cosmopolitismo de Lisboa, aqui com o predomínio de gente africana.
Finalmente, à hora pre-definida lá nos encontrámos ao fundo da Rua Jardim do Regedor: já me esperavam o Jacinto Latas e o Dr José dos Anjos Guilhoto. Depois foram chegando o Robalo, o Xico Acabado e o Contreiras logo seguido pelo Silva Pinto. Finalmente, e como é habitual, apareceu o Jacinto Xarrama.
Lembrámos dois faltosos por motivo de força maior: O Túbal e o Manuel Guardado, ambos por falta de saúde. Auguramos-lhes rápidas melhoras!
E lá fomos até ao local de repasto, onde o convívio foi animado, sem grandes preocupações com a qualidade das iguarias, mas antes sedentos por saber novidades que a todos respeitem.
Foi um pedaço de tarde bem passado, em que a saudade e a nostalgia das nossas recordações acabam sempre por vir ao decima e por dominar todas as conversas.
Depois dum "eduardinho" ou duma "jinjinha", ali mesmo às Portas de Santo Antão, perto do local onde Camões foi prisioneiro por rixa descontrolada, cada um seguiu ao seu destino, até daqui a um mês no próximo encontro que gostaríamos que fosse em Coimbra!