quarta-feira, 30 de abril de 2008

AVERSÕES E ESTIMAÇÕES

«Cavaco despreza Santana, que deprecia Pacheco, que desdenha Menezes, que odeia Rio, que apouca Santana, que detesta Pacheco, que menospreza Menezes, que desconsidera Marcelo, que destrata Patinha, que desaprecia Borges, que caustica Santana, que aborrece Mendes, que desvaloriza Pacheco, que atazana Santana, que rebaixa Leite, que desabona Menezes, Mendes, Santana, Patinha, Aguiar, e todos os outros restantes; e todos os outros restantes abominam os anteriores.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Baptista Bastos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

Nota do Bloger: Não resisti a transcrever este exercício de Baptista Bastos, com a devida vénia a'O Jumento.

Última 4ª Feira de Abril

Eu fui, e gostei! Mas gostei mesmo!
Hoje encontrámo-nos na Cervejaria Baleal. O repasto físico, antes que me esqueça, não foi nada por aí além, nem barato. Mais teríamos ganho se optássemos pelas pataniscas da Granja Velha. Mas, pronto, o que está feito está feito e não se fala mais disso.
Em contrapartida o repasto espiritual/intelectual/emocional, foi o melhor: verificou-se um número de presenças muito interessante - 11 ex + 3 amigos, deu a linda mesa de catorze convivas.
Aqui vão os nomes, por ordem alfabética, para não se sentirem menosprezados: Acabado, Aranha, Campos, Contreiras, Guardado, Latas, Mata, Mendonça, Robalo, Túbal e Xarrama.
Os indefectíveis amigos foram três: Fernando(Peyroteu), Júlio Fernandes e Silva Pinto.
O centro das atenções foi o "Filho" do Antonino Mendonça, que todos queriam ver e pegar. Muitos ou todos queriam mesmo levá-lo para casa, mas apenas um teve essa sorte, o Guardado.
Depois da ordem de dispersar, um grupo mais reduzido e mais disponível resolveu visitar a Exposição Museulógica presente no Convento do Carmo - Comando Geral da GNR.
Ali foram admirados objectos, fardamentos, armas, carros, etc, utilizados pelos elementos da GNR no cumprimento das missões de vigiar pela segurança dos cidadãos.
Vimos ainda documentos escritos, fotográficos, cinematográficos, manequins exibindo as diversas fardas desde o tempo dos "Quadrilheiros" de 1383 até aos últimos acessórios que a tecnologia moderna põe ao dispôr dos agentes.
Vimos tambem imagens ou estátuas de diversas figuras relacionadas com o Carmo, desde o Santo Elias, inspirador da Ordem, passando pela sua figura mais representativa neste Convento, o seu fundador, Nuno Álvares Pereira, e acabando com imagem de Nossa Senhora do Carmo, actual protectora da GNR, desde o Comando do General Tomé Pinto, em 1986. Os pontos de mais interesse foram a cisterna, tipo árabe, existente no claustro do Convento, a Cela onde terá falecido o Nuno Álvares e a Sala General Afonso Botelho, onde se encontra a galeria das fotografias de todos os Comandantes Gerais da Guarda, desde 1911.
A destacar ainda desta exposição, estão os elementos relativos ao 25 de Abril: vestígios dos impactos da balas disparadas pelos sitiantes e as salas, bem sinalizadas, onde se encontravam o Chefe do Governo e ministros depostos naquela data, com fotografias e notas alusivas ao comportamento de cada um, nessa data, desde que ali chegaram até à rendição e saída de Marcelo Caetano sob prisão a caminho do exílio.
Finalmente, a visita permitiu-nos admirar a vista magestosa da cidade de Lisboa, a partir da Varanda Grande do Convento, virada para nascente sobre o Rossio.
Valeu a pena! Eu gostei, embora já conhecesse a maioria dos elementos expostos!
E é tudo por hoje. Até à próxima!

Antonino Mendonça apresenta o "Filho"

O Antonino Mendonça por meio do "Impossível" Silvestre Aranha, apresentou-nos o protótipo do seu "FILHO" mais novo, que irá ser apresentado oficialmente em Lisboa, previsivelmente em 23 de Maio, na Feira do Livro, e em Beja em data a anunciar.
Aqui vai a primeira foto da capa:

O Perdão. Os comunistas chamam-lhe Autocrítica

A IGREJA CATÓLICA E A MODA DO PERDÃO

Por deferência de "O JUMENTO"

«A Igreja Católica rendeu-se à moda do perdão. Perdão aos muçulmanos, perdão aos judeus, perdão a Galileu, perdão a todos os que foram ofendidos nos últimos 20 séculos, perdão a tudo o que mexe e, sobretudo, perdão aos que já não mexem. A humildade fica sempre bem e está de acordo com metade da mensagem de Jesus: pedir desculpa e desculpar os outros. Só que - parte chata - o homem continuou a falar, e é na outra metade que mora a verdadeira ética cristã. Alguém se lembra da história da mulher adúltera? "Vai, e de agora em diante não tornes a pecar", diz-lhe Jesus. O pedido de perdão e o reconhecimento do erro só têm valor se a partir daí houver mudanças na nossa vida. Ora, a Igreja Católica pede perdão com muita facilidade, mas tem muita dificuldade em emendar-se. E é por isso que o encontro de Bento XVI com vítimas da pedofilia nos Estados Unidos não me impressiona por aí além. Pode ser bonito - lá saiu mais um perdão, agora para os abusados de Boston - mas não muda coisa nenhuma.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Por João Miguel Tavares.

Nota do Bloger: -As super estruturas imitam-se

Última quarta feira de Abril

Então pessoal, vamos lá?
Vá, toca a dar corda aos sapatinhos e ála que se faz tarde!
Eu vou!!!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Divagando pela Blogosfera - O Jumento

Visito frequentemente este blog de caracter político-humorista.
Às vezes deixo lá o meu comentáriozito inocente. Apelidamo-nos todos de "burros" e frequentamos o "Palheiro", mas aparecem por lá umas azémulas, que deixam muito a desejar: tem comportamentos estranhos e de todo inadmissíveis a burros que se presam.
Felizmente nos últimos dias os burros estão mais sisudos, (dotados de siso) e tem comentado com muita oportunidade.
Visitem! http://jumento.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Correspondência do "Impossível" Aranha, via Ocupadíssimo Tubal

Caro Túbal,
Enquanto não estiver curado das 'bicadas do Campos', não o quero enfrentar, pelo que te nomeio ( estou a passar as marcas, tu és mais velho' e o respeitinho é necessário), rectifico, peço-te que reenvies este mail ao dito senhor.1955, Salvada,limitada pelo 'dormitório' de Beja e povoada por parasitas que fugiam ao trabalho pelos mais diversos motivos :estudar, servir a Pátria nos quartéis ou noutro sítio qualquer, zelar pelo Bem Estar do Estado Novo ( apesar de ter já quase 30 anos), servidores de todo o feitio...mas servidores de quem? Talvez esteja a ver isto tudo ao contrário - a vida é um grande puzle, onde as peças de baixo têem que aguentar as de cima!? E lá estavam aqueles muros para me encaixar, num caixote maior que era Beja...igualzinha de ano para ano. Encaixar, digo bem, eu que vinha de uma terra sem muros, de campos que não tnham fim, de andar todo o dia por lá...descalço (atirava as botas pelo postigo da porta), gozando uma liberdade sem limites e rentabilizando ao máximo o 'investimento'feito, no esforço de imaginação da fuga, porque a sova, essa, era certa ao chegar, no mais final do dia... esquecia-me de Odemira, perto de Porto Côvo, de Zambujeira (sabiam que era a praia dos tesos?, quando se queria magoar alguém , dizia-se, fôste para a Zambujeira ou para a praia da Messejana). Vivi mais tarde esta região : Porto Côvo, , Vila Nova de Milfontes umas alternativas, de quebra de férias, a Fátima...lá dormíamos na Escola, lá enfrentavamos as ondas, lá encontrei uma casca de lagosta...é duro mas é bom...lá vivia no pânico permanente de ver aparecer na crónica diária , que tinha feito xixi na cama, aos 14 anos...eu que em casa não tinha tal deslize! Hoje percebo.Pois é Campos, tu eras mais velho, tinhas um ar afirmativo e respeitável, como todos os mais velhos...os que já tinham provado a sua resistência até ali e era preciso ser grande...
Da meditação para a missa, da missa, em duas alas, para a camarata...fazer a cama e logo a mim me calhou aquela sala transformada em caserna: 40, sempre vigiados por um prefeito, de nome José Pires.Não quero lembrar mais.Prefiro recordar o filho do Sr. Gulbenkian, que tem o mérito de ter sido livre, ao ponto do pai o 'deserdar', mas por sina do destino, acabou por ser ele a renunciar à fortuna do pai, senão não teríamos hoje a Fundação Gulbenkian entre nós. São conhecidas as suas extravagâncias, não foi o caso do Campos ao comprar aquele descapotável de 2 lugares.Conta-se que verificando que uma certa senhora se encontrava na paragem do autocarro a certa hora do dia, e de forma continuada, um dia parou e lhe disse que a levava a casa. Ela agradeceu,mas que estava à espera do autocarro... no dia seguinte, parou um autocarro e de dentro, tal filho perguntou à dita senhora, se ela desejava ir de autocarro...não sei o seguimento...só que é original. Desconheço a que própósito veio a história, mas se o Campos autorizar, um dia conto...mas não será por vingança ...
Fico por aqui

Silvestre Aranha