O Seminário de Nossa Senhora de Fátima, em Beja, foi o alfobre onde nasceram e cresceram muitos amigos, hoje espalhados por este Portugal imenso, dando à sociedade o seu melhor.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
1948 (Continuação) – Entrada na Rotina
Após a instalação e arrumo dos pertences, teve imediatamente início uma rotina que constituía a vida disciplinada e austera dum internato escolar confessional, em que os alunos não eram apenas instruendos comuns, mas sim candidatos ao sacerdócio – uma classe de pessoas (homens) preparados para ministrar o magistério da Igreja Católica e exercer o “munus” litúrgico, eles serão os “LITURGOS” de uma Religião monoteísta e milenar que se reclama como única detentora da verdade para conseguir a salvação da humanidade, daí a sua catolicidade ou universalidade.
Para conseguir os objectivos almejados, é evidente que pressupunha um longo período de preparação intelectual, física e cultural, que decorria por doze anos, no mínimo, desde que as provas prestadas anualmente fossem positivas e a apreciações oportunas e periódicas do colégio episcopal, (de nomeação episcopal), fossem favoráveis.
O Seminário de Beja não fugia a estas exigências, que obedeciam a directivas muito claras dos centros de decisão a partir de Roma.
A formação dos alunos era orientada na prossecução de um grande objectivo, a formação integral do aluno, considerada sob dois aspectos: o físico e o intelectual ou espiritual, e este subdividido em cultural, (ciências humanas ou humanísticas), e religioso, (histórico-teológico-místico).
Todos estes aspectos do ensino eram moldados por uma disciplina rígida, onde a gestão dos tempos de silêncio e de descompressão, (recreios e actividades lúdicas), desempenhavam um papel fundamental.
Cada dia era preenchido por actividades diversas, bem enquadradas em horários muito rígidos, desde o acordar ao som da sineta, pelas sete horas da manhã, até ao recolher, pelas vinte e uma horas, por chamamento da mesma sineta.
Para conseguir os objectivos almejados, é evidente que pressupunha um longo período de preparação intelectual, física e cultural, que decorria por doze anos, no mínimo, desde que as provas prestadas anualmente fossem positivas e a apreciações oportunas e periódicas do colégio episcopal, (de nomeação episcopal), fossem favoráveis.
O Seminário de Beja não fugia a estas exigências, que obedeciam a directivas muito claras dos centros de decisão a partir de Roma.
A formação dos alunos era orientada na prossecução de um grande objectivo, a formação integral do aluno, considerada sob dois aspectos: o físico e o intelectual ou espiritual, e este subdividido em cultural, (ciências humanas ou humanísticas), e religioso, (histórico-teológico-místico).
Todos estes aspectos do ensino eram moldados por uma disciplina rígida, onde a gestão dos tempos de silêncio e de descompressão, (recreios e actividades lúdicas), desempenhavam um papel fundamental.
Cada dia era preenchido por actividades diversas, bem enquadradas em horários muito rígidos, desde o acordar ao som da sineta, pelas sete horas da manhã, até ao recolher, pelas vinte e uma horas, por chamamento da mesma sineta.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O Mata regressou da viagem ao Oriente
Olá Companheiro!
Esperamos as notícias do Oriente. Se tiveres alguma imagem que mereça ser conhecida, e queiras partilhá-la conosco, envia-ma que a colocarei no blog.
Esperamos as notícias do Oriente. Se tiveres alguma imagem que mereça ser conhecida, e queiras partilhá-la conosco, envia-ma que a colocarei no blog.
terça-feira, 1 de abril de 2008
1948 (Continuação) – Chegada e Instalação
Seriam uma dez horas da manhã de um dos primeiros dias de Outubro de 1948, quando finalmente demos entrada no portão da cerca do Seminário. Contornado o cruzeiro então existente frente à escadaria da entrada principal, onde hoje se encontra a estátua do fundador, Bispo D. José do Patrocínio Dias, deparou-se-nos a entrada principal do edifício imponente, embora de linhas sóbrias e a que não prestámos atenção especial.
Fomos recebidos pelo porteiro, o Barão, homem ainda novo, atarracado e bem apessoado, a quem a sorte tinha reservado uma deformação na mão direita. Passada a grande porta, entrámos num átrio quadrangular, dominado ao centro por uma estátua em mármore branco da Senhora de Fátima, naquela postura de acolhimento que se lhe conhece. Mandou-nos o Barão para a sala de espera, no lado esquerdo do átrio. Ali nos acomodámos numas cadeiras austeras, onde eu, na minha estatura de pré adolescente, não conseguia chegar com os pés ao chão: não me senti nada confortável, devo dizer!
Do lado oposto do átrio, simétrica à sala de espera, ficava outra sala, cuja porta era igual e tinha escrito por cima:”Sala dos Professores”. A Eugénia, nossa guia e irmã do Zé Pincho, chamou-nos a atenção para essa sala: olhem é ali que se reúnem os professores para vos darem as notas. Embora não soubéssemos muito bem o que era isso de “notas”, lá concordámos, com uma expressão de admiração: aahh!
Passado algum tempo de espera, para isso se destinava a sala onde estávamos, apareceu um padre, ainda jovem, teria trinta e poucos anos, que mais tarde soube chamar-se Nazário, Padre Nazário, que nos mandou seguí-lo e nos conduziu, atravessando o claustro de corredores muito compridos, a uma escadaria que nos faria chegar às camaratas. Eu fui para a dos “pequenos”. Cada camarata era constituída por uma sala muito grande, ocupada com pequenos cubículos individuais, dispostos em quatro linhas e separados por dois corredores. Cada cubículo, com cerca de 3 X 2,5 m, e paredes com cerca de 2m, dispunha de uma cama, mesa de cabeceira e armário, o essencial para garantir conforto ao seu ocupante, bem como preservar a sua privacidade. Anexo à camarata existiam as instalações sanitárias, muito bem cuidadas e constituídas por lavatórios individuais e cabines de WC e de chuveiro suficientes para o número de utentes atribuídos. Num dos extremos da camarata existia um quarto destinado ao Vigilante, (um padre que vigiava pela disciplina e comportamento dos alunos, durante a sua permanência nas camaratas).
Fomos recebidos pelo porteiro, o Barão, homem ainda novo, atarracado e bem apessoado, a quem a sorte tinha reservado uma deformação na mão direita. Passada a grande porta, entrámos num átrio quadrangular, dominado ao centro por uma estátua em mármore branco da Senhora de Fátima, naquela postura de acolhimento que se lhe conhece. Mandou-nos o Barão para a sala de espera, no lado esquerdo do átrio. Ali nos acomodámos numas cadeiras austeras, onde eu, na minha estatura de pré adolescente, não conseguia chegar com os pés ao chão: não me senti nada confortável, devo dizer!
Do lado oposto do átrio, simétrica à sala de espera, ficava outra sala, cuja porta era igual e tinha escrito por cima:”Sala dos Professores”. A Eugénia, nossa guia e irmã do Zé Pincho, chamou-nos a atenção para essa sala: olhem é ali que se reúnem os professores para vos darem as notas. Embora não soubéssemos muito bem o que era isso de “notas”, lá concordámos, com uma expressão de admiração: aahh!
Passado algum tempo de espera, para isso se destinava a sala onde estávamos, apareceu um padre, ainda jovem, teria trinta e poucos anos, que mais tarde soube chamar-se Nazário, Padre Nazário, que nos mandou seguí-lo e nos conduziu, atravessando o claustro de corredores muito compridos, a uma escadaria que nos faria chegar às camaratas. Eu fui para a dos “pequenos”. Cada camarata era constituída por uma sala muito grande, ocupada com pequenos cubículos individuais, dispostos em quatro linhas e separados por dois corredores. Cada cubículo, com cerca de 3 X 2,5 m, e paredes com cerca de 2m, dispunha de uma cama, mesa de cabeceira e armário, o essencial para garantir conforto ao seu ocupante, bem como preservar a sua privacidade. Anexo à camarata existiam as instalações sanitárias, muito bem cuidadas e constituídas por lavatórios individuais e cabines de WC e de chuveiro suficientes para o número de utentes atribuídos. Num dos extremos da camarata existia um quarto destinado ao Vigilante, (um padre que vigiava pela disciplina e comportamento dos alunos, durante a sua permanência nas camaratas).
sábado, 29 de março de 2008
Boas Vindas
Boas Vindas ao José Ramos que já comentou por várias vezes.
Não deixem de visitar os comentários, onde surgirão certamente surpresas interessantes, como já acontece com os coments do Amigo José Ramos que todos conhecem como o Piloto mais audaz que foi, da nossa Força Aérea.
Prà frente que atràs vem gente, Companheiro!
Não deixem de visitar os comentários, onde surgirão certamente surpresas interessantes, como já acontece com os coments do Amigo José Ramos que todos conhecem como o Piloto mais audaz que foi, da nossa Força Aérea.
Prà frente que atràs vem gente, Companheiro!
sexta-feira, 28 de março de 2008
Apelo aos visitantes
Eu sei que vocês vem visitar o blog, mas não sei a opinião que tem sobre o mesmo e o que aqui se apresenta.
Por isso apelo a todos, simpatizantes ou não, que deixem os vossos comentários: se forem favoráveis, deixar-me-ão feliz e incentivado para continuar, se forem desfavoráveis, ajudar-me-ão a corrigir o que estiver mal ou a justificar as minhas posições. Daí resultará alguma coisa de positivo. É a dialectica: tese, antítese e síntese.
Cá vos espero!
Por isso apelo a todos, simpatizantes ou não, que deixem os vossos comentários: se forem favoráveis, deixar-me-ão feliz e incentivado para continuar, se forem desfavoráveis, ajudar-me-ão a corrigir o que estiver mal ou a justificar as minhas posições. Daí resultará alguma coisa de positivo. É a dialectica: tese, antítese e síntese.
Cá vos espero!
quinta-feira, 27 de março de 2008
Última quarta feira de Março
Compareceram poucos mas bons! Pelos frutos conhecereis as árvores.
Os indefectíveis: Fernando (Matateu), Lourenço (Professor)e Silva Pinto (sociólogo), não dispensam a nossa companhia e nós gostamos da companhia deles. São sempre bem vindos.
Dos "nossos" compareceram sete valentes, sempre prontos para atacar as pataniscas de bacalhau. E portaram-se bem: o arroz de grêlos estava uma delícia! Não foi na Granja Velha, porque estava cheia, mas no Bessa ao lado e da mesma organização: trata-se de uma excelente cervejaria, com nome feito, e que é sucedânea de uma carvoaria de galego. Mas tá-se bem!
O Jacinto Latas (Pratas), estava bem disposto contando as peripécias da sua neta, a Rita; O outro Jacinto, o Charrama, sempre revoltado porque não fazem o plebiscito para implantar a monarquia - ainda havemos de o ver conde ou coisa que o valha; o Xico Robalo tambem muito feliz a relatar os feitos do neto portuga/irlandês; o Xico Acabado sempre muito observador e introspectivo, continua com o computador por ligar; o Zé Contreiras com seu boné de cavaleiro, delicia-nos com discursos sempre bem urdidos e encanta-nos com as teorias mais avançadas sobre gestão e condução de pessoal, no sentido de obter os melhores resultados empresariais; o José Augusto (dos Anjos) Guilhoto, (Doutor), que não desiste de aprender, (pois não é que está a frequentar um curso de aperfeiçoamento de inglês, a que se dedica com afinco?); finalmente o Nobre de Campos, já trôpego e velhinho, este vosso amigo, que muito preza a vossa companhia.
Não compareceram: o Guardado, perdido no nevoeiro das praias do Algarve; o Mata que me atendeu de Nova Delli, (bom regresso companheiro!); e o Túbal, ausente de Lisboa e ainda a recuperar do susto que teve com um AVCzinho, (boa recuperação camarada!).
O impossível Silvestre Ralha Aranha não dá sinal já há duas rodadas, o FVLourenço, o sobrinho do tio, tambem prometeu aparecer, mas nada; finalmente o Antonino Mendonça que costuma vir de muito longe e estará ocupado com os aprontos do "filho", compreendemos e justificamos a sua ausência.
A ginginha e o eduardinho não estavam maus: depois da propaganda que lhe fez a ASAE, é um corropio!
Adeus amigos até 30 de Abril!
Os indefectíveis: Fernando (Matateu), Lourenço (Professor)e Silva Pinto (sociólogo), não dispensam a nossa companhia e nós gostamos da companhia deles. São sempre bem vindos.
Dos "nossos" compareceram sete valentes, sempre prontos para atacar as pataniscas de bacalhau. E portaram-se bem: o arroz de grêlos estava uma delícia! Não foi na Granja Velha, porque estava cheia, mas no Bessa ao lado e da mesma organização: trata-se de uma excelente cervejaria, com nome feito, e que é sucedânea de uma carvoaria de galego. Mas tá-se bem!
O Jacinto Latas (Pratas), estava bem disposto contando as peripécias da sua neta, a Rita; O outro Jacinto, o Charrama, sempre revoltado porque não fazem o plebiscito para implantar a monarquia - ainda havemos de o ver conde ou coisa que o valha; o Xico Robalo tambem muito feliz a relatar os feitos do neto portuga/irlandês; o Xico Acabado sempre muito observador e introspectivo, continua com o computador por ligar; o Zé Contreiras com seu boné de cavaleiro, delicia-nos com discursos sempre bem urdidos e encanta-nos com as teorias mais avançadas sobre gestão e condução de pessoal, no sentido de obter os melhores resultados empresariais; o José Augusto (dos Anjos) Guilhoto, (Doutor), que não desiste de aprender, (pois não é que está a frequentar um curso de aperfeiçoamento de inglês, a que se dedica com afinco?); finalmente o Nobre de Campos, já trôpego e velhinho, este vosso amigo, que muito preza a vossa companhia.
Não compareceram: o Guardado, perdido no nevoeiro das praias do Algarve; o Mata que me atendeu de Nova Delli, (bom regresso companheiro!); e o Túbal, ausente de Lisboa e ainda a recuperar do susto que teve com um AVCzinho, (boa recuperação camarada!).
O impossível Silvestre Ralha Aranha não dá sinal já há duas rodadas, o FVLourenço, o sobrinho do tio, tambem prometeu aparecer, mas nada; finalmente o Antonino Mendonça que costuma vir de muito longe e estará ocupado com os aprontos do "filho", compreendemos e justificamos a sua ausência.
A ginginha e o eduardinho não estavam maus: depois da propaganda que lhe fez a ASAE, é um corropio!
Adeus amigos até 30 de Abril!
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