sexta-feira, 16 de abril de 2010

Recordando o Manuel dos Santos Catarino

Querido Deus, eu rezo para a cura do cancro. Amen

Em memória de alguém que você sabe que foi abatido por cancro ou ainda vive com ele.
Uma vela nada perde pela iluminação...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Diário de um Amigo de um Amigo meu

RECORDAR


(Diário de um amigo)

Vila Velha, 13 de Abril de 2010

Creio que hoje, se ainda estivesse connosco, completaria sessenta e nove anos de idade o nosso companheiro Manuel dos Santos Catarino.

Recordo-o bem. Andava ele já no terceiro ano, quando entrei para o seminário. Era alto e forte. Impunha-se pelo seu comportamento e pelo seu trabalho. Era respeitado por todos. Juntos, passávamos muitos dias das férias do verão em Almodôvar colaborando com o Cónego Nazário, padrinho de crisma de ambos. Ajudávamos nas festas das aldeias, colaborávamos no cartório (a ordem alfabética dos livros de baptizados e casamentos ainda devem ter a nossa letra), fazíamos os registos de baptizados e casamentos, viajámos por aqueles montes e vales até S. Barnabé onde o cheiro do medronho nos aformoseava a caminhada. Dias bons aqueles…


Recordo-o depois nos caminhos de Espanha. Lá partia ele para Vitória e eu para Comillas. Tantas viagens fizemos juntos. Conversando, discutindo, amigos. E, na noite, o comboio atravessava a braveza de Castela, soprando, arrastando-se numa infinidade de contratempos e de esperas. Os frios da viagem pelo Natal…

Recordo umas férias missionárias em Ermidas-Sado. O entusiasmo e a alegria da experiência concreta no mundo das pessoas. A verdade com que seminaristas e não seminaristas, rapazes e raparigas, unidos num mesmo ideal, eram capazes de viver e conviver saudavelmente, apesar do calor sufocante do verão alentejano. Amizades que se consolidavam. Fraternidades que se repartiam. E a saudade experimentada quando os primeiros partiram no comboio da tarde…

Recordo o Sobral da Adiça. Tantas histórias por contar. Tanta catequese por fazer. Tanto entusiasmo. E… tanta solidão! Contigo, Manel, passei os meus primeiros tempos de presbítero, ajudei-te nas festas de verão, acho que fiz o sermão e aprendi contigo a alegria de ser cristão.

Recordo os “Cursillos de Cristiandade”. A força, com que transmitias as tuas ideias e a tua fé, era contagiante. Eu acreditava, tu acreditavas, eles todos acreditavam.

Recordo a festa de Vidigueira. Quinta-feira d’Ascensão. O prior pediu-me para escolher um pregador para a festa. Não me lembrei de mais ninguém senão do Catarino. E ele veio. Fez-se entender. Proclamou a palavra com clareza e com ternura. Fez amigos.


(O Catarino na festa de Vidigueira com o velho prior e o coadjutor da paróquia - 1967.)

Recordo um outro dia. O Urbano, colega e amigo de ambos, diz-me com toda a crueza: “- O Catarino vai deixar. Vai-se casar.” Fiquei estupidamente atordoado e não tive outra maneira de exprimir o que sentia senão desabafar: “- Porra! Quando acabará esta maldita lei que nos faz infelizes e incompreendidos!” E, até hoje, estupidamente, por orgulho, tacanhez ou por outro motivo qualquer, mantém-se a irracionalidade e a hipocrisia de tal lei, com todos os dissabores, amargos de boca, crimes e mentiras espalhados na litosfera, blogsfera, atmosfera e por todas as outras esferas possíveis e imagináveis.

Finalmente recordo a noite. Era véspera do seu casamento. Estivemos juntos numa esplanada do Rossio. Creio que bebemos um café ou um sumo. Não sei. Só sei que foi a última vez que vi o Manuel dos Santos Catarino.

sábado, 3 de abril de 2010

E AGORA?

COMO RESPONDER A ESTE NOVO CHOQUE CIVILIZACIONAL?
O TABÚ SEXUAL ACABOU!
COMO CONTROLAR OS INSTINTOS QUE PERMANECEM?
O PECADO SUBJACENTE AO CRIME NÃO PODE SER ABSOLVIDO NO CONFESSIONÁRIO!
A CONFUSÃO DA TORRE DE BABEL TERMINOU COM A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO OU AGRAVOU-SE AINDA MAIS?
A CONFISSÃO E A AUTOCRÍTICA NÃO SÃO SUFICIENTES! O CRIME EXIGE CASTIGO REGENERADOR, VINDICATIVO E PREVENTIVO! SÓ ASSIM A SOCIEDADE PODERÁ AVANÇAR: A LEI "DIVINA" NÃO É SUFICIENTE E A EXECUÇÃO DA LEI LAICA OU CIVIL NÃO ESTÁ RESPONDENDO AOS DESAFIOS DESTA ERA MARAVILHOSA.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Um conto interessante

Um amigo enviou-me este conto que gostosamente partilho com meus visitantes.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Pergunta fica no ar e é oportuna.

Essa pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável.

"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
!



Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...


quarta-feira, 31 de março de 2010

Último dia e última quarta-feira de Março

Como de costume, (costumes não os tires nem os ponhas, dizia o saudoso Mons Torrão), e satisfazendo compromisso tacitamente assumido, mas não vinculativo, reuniram-se hoje em almoço informal, na Cervejaria "O Baleal", nove indefetíveis ex-companheiros e amigos perenes, que dão pelos nomes de Zé Contreiras, Xico Acabado, Jacinto Xarrama, Silva Pinto, Xico Robalo, Jacinto Latas, (ou Pratas, segundo crónicas antigas), Lourenço, Noca e finalmente o novo elemento de sua graça, José Figueira Rolim, este natural de Almeida e primo do célebre Rolim dos Fados de Coimbra.

O Zé Contreiras chegou no fim porque esteve a fazer uma revisão à carótida, em prevenção de AVC, mas está tudo controlado.

A figura central foi hoje o Rolim, ilustre bancário do Nacional Ultramarino de Nampula, donde regressou em 1978, depois de aventurosas diligências entre as autoridades portuguesas e a Frelimo, para transferência do banco e defesa dos interesses em jogo, o que não terá sido nada fácil.
O José Rolim ocupou um posto importante na década de 70 do século XX, no BNU de Nampula, tendo-se-lhe proporcionado contactos com figuras importantes da cena política da época, desde o então jovem Kaulza de Arriaga ao não menos jovem Almeida Santos e sobretudo a elementos influentes da Frelimo, na parte final da sua permanência naquele país africano e ainda, como muito bem relacionado com o bispo local, serviu de anfitrião a personalidades da cultura e artes, recordando ele a receção que fez ao P Joaquim Fatela que ali se deslocou com a sua orquestra juvenil de acordeons.
O Noca penitenciou-se por ter faltado aos dois últimos encontros e apresentou antecipadamente tolerância para alguma falta de presença futura, porque as suas obrigações familiares não lhe permitem grandes devaneios uma vez que a Madalena, (sete mesinhos), lhe absorve todo o tempo e atenção: dantes tinha ordenança e impedido, agora é ordenança da esposa, impedido de sair por causa da sogra de 95 anos e ultimamente, encontra-se em prisão domiciliária, sem pulseira eletrónica, por determinação da Madalena. Está bonito, não está?
Enfim opções de vida e felicidade bastante. A felicidade é relativa e cada um tem de criar a sua. O Noca continua feliz!
O José Rolim quer responder a um apelo da Sobrinha do Aparício, (António Mendes Aparício), para uma homenagem ao mesmo, por motivo dos 50 anos da sua ordenação sacerdotal e pede colaboração. Vamos ver como os ventos sopram e o que poderemos fazer nesse sentido: levou o endereço electrónico do Noca para contatos posteriores.
Atendendo ao adiantado da hora e dada a urgência da nossa retirada, pelos motivos acima referidos, tocou a dispersar e foi, cada um, ao seu destino.
Até ao próximo encontro Companheiros!
1955 - Curso do 1º ano de Filosofia: António Bossa, José Fernandes Canilho, José Figueira Rolim, António Mendes Aparício e NOCA. Foto tirada nas escadas da portaria.

1955 - 1º e 2º anos de Filosofia. Da esquerda para a direita: em primeiro plano, António Bossa Andana, José Figueira Rolim, Joaquim Martins Isidoro, Noca; em segundo plano,José Pires Soares, Ribeiro, João dos Santos Diamantino, José Fernandes Canilho, Proença e António Mendes Aparício. Foto tirada junto ao cruzeiro então existente onde agora está a estátua de D José P. Dias.