segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A propósito de São Teotónio "nã drome"

Oiço esta expressão atribuída aos santeotonienses desde que culturalmente  me conheço e não sei e nunca ouvi qualquer explicação sobre o assunto, mas, querendo contribuir para o seu aclaramento, permiti-me criar uma teoria sobre o assunto e que é a seguinte:
Todos conhecemos a origem da "Praia de Messejana", pois esta de São Teotónio nã dromir, pode e terá certamente uma origem semelhante, "mutatis mutandis".
A praia de Messejana teve origem numa expressão usada por Brito Camacho, político republicano, oriundo de Aljustrel e que, um dia recebendo na sua terra uma delegação de Messejana, freguesia do mesmo concelho, e em resposta às exigências de melhoramentos pedidos por aqueles delegados, lhes terá respondido, em tom jucoso: "Vocês não quererão também uma praia?".
O caso de São Teotónio é muito curioso e terá origem num dito semelhante, numa reunião de representantes das freguesias, em que os Santeotonienses reivindicavam também os seus direitos e em que o porta voz terá usado a expressão muito usada naquela região. Trata-se de um fenómeno linguístico ali muito comum - a metatese ou troca de letras nas palavras: "dormir = dromir".
Um dos casos mais interessantes que conheço é a palavra "transpor", que ali se diz "strapor" - metátese e síncope, queda do "n".
"Strapor" significa "transpor" um determinado ponto ou acidente oro-geográfico, mas com um significado mais rico. Enquanto "transpor" significa apenas "passar além de = ultrapassar", "strapor" significa "passar além de ou ultrapassar, desaparecendo"
Um dito regional diz referindo-se a alguém que é pouco trabalhador ou que não produz nada que se veja:
"fulano anda, anda e não strapõe!"
Quem faz a língua é o povo, não esqueçamos, e estes regionalismos são muito ricos e interessantes

sábado, 8 de dezembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

São Teotónio não "drome"!

Encontrei esta interessante referência no jornal regional "Diário do Sul", publicado em Évora e que aqui publico, com a devida vénia.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O diabo é gay


Dedução
E Deus fez a mulher...
Houve harmonia no paraíso.

O diabo vendo isso resolveu complicar...

Deus deu à mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressequidas.

Deus deu à mulher seios firmes e bonitos.
O diabo fê-los crescer e cair.

Deus deu à mulher um corpo esbelto e provocante.
O diabo inventou a celulite e as estrias.

Deus deu à mulher músculos perfeitos.
E o diabo cobriu-os com lipogliceridos.

Deus deu à mulher uma voz suave, doce e melodiosa.
O diabo fê-la falar demais.

Deus deu à mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.

Então Deus deu à mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.

Deus fez a mulher ficar maravilhosa aos 30, vibrante e gostosa aos 45.
O diabo deu de presente a menopausa aos 50...

Só pode haver uma explicação para tudo isso:

O cabrão do diabo só pode ser GAY !!!



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O anti-poeta ou poeta menor

Depois de saber que este indivíduo recebeu um prémio por uma tradução: "tradutore =traditore!", já nada me espanta.
Àh Guerra Junqueiro, se soubesses como isto, "a tua Pátria"; anda!!!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Baleal, 27 de Junho de 2012

D'antes nunca mais chovia. Agora é o calor insoportável que nos afeta. Mas, "vamos lá seguindo por esses campos fora", no caso por essas ruas fora.
 Hoje tivemos duas surpresas: a comparência do Dr Lança Schwalbach e a filha do nosso veterano Contreiras, presenças que muito nos honraram.
Mas vamos mencionar-lhes os nomes para que fique na história: os primeiros a chegar, hoje, foram o ANTONINO e o NOCA, depois foram chegando o LATAS e o ZÉ DA PONTE, já precedidos do SILVA PINTO, seguiu-se o ROBALO e o XARRAMA, depois o ACABADO e o MATA, depois o CONTREIRAS & FILHA e finalmente apareceu-nos o LANÇA SCHWALBACH.
Todos muito bem apresentados e irradiando felicidade, decorreu a sessão dos abraços e dos: "há quanto tempo te não via!!!"
 Enfim, estabelecida a ordem, composta a mesa, deu-se início à consulta do cardápio e à escolha da opção de cada um: o polvo hoje foi preterido e substituido por uns carapaus com arroz de feijão, que fizeram as delícias da maioria.
Os assuntos diversificaram-se, embora toquemos sempre no onde é que está este ou aquele e nas faltas que alguns já vão marcando por terem dado a alma ao criador: lembrámos o Fatela, o Vergílio e outros que agora não me ocorrem. Àh!  O Zé da Ponte lembrou, o que muitos não esquecem, a agrassividade do P. Almeida.
Foi um repasto pacífico, sem recriminações, servido a comtento de todos e num ambiente familiar, diria mesmo, cordial.
Terminado o convívio fraterno, o primeiro a dar o fora foi o Mata que está sempre atarefado com os negócios: agora vai lançar-se no mercado de Moçambique, aquele homem não pára!
Trocando as últimas impressões fomos saindo paulatinamente pela Rua da Madalena, tocamos o Poço de Borratem, depois Praça da Figueira, onde o Noca e o Antonino tomaram boleia do Lança no seu  SLK Compressor e outros seguiram pela Rua da Betêsga, onde não cabe o Rossio, e seguiram todos aos seus destinos, felizes e contentes, prontos para mais um mês, agora de calor, talvez nalgum ressort de praia ou no fresco aconchego das suas casas.
BOA SORTE AMIGOS e até daqui a um mês!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vidigueira terras de pão gente de paz

Obrigado Caríssimo Antonino pelo esclarecimento relativo à citação de Fialho, que já corrigi.
Havia algures na Vidigueira um pequeno cartaz publicitário que referia também os "sabores", provavelmente para se tornar mais apelativo, como é normal nos tempos que correm