sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Encontro dos audazes

Lisboa 26 de Janeiro de 2011
Com uma temperatura de 8 graus, tiritava-se de frio na linda cidade de Lisboa!
Isso não impediu que os audazes Guilhoto, Jacinto Latas, Contreiras, Martins Mata, Fernandes, Acabado, Xarrama, Robalo, Silva Pinto e Noca, enfrentassem a intempérie e rumassem ao centro da cidade.
Como de costume, após os abraços de saudade e a troca das primeiras impressões e notícias das preciosas saúdes de cada um, dado o longo prazo de tempo decorrido, todos se aprontaram para atacar o almoço de convívio: ocasião sempre perfeita para invocar as lembranças de tempos idos e analisar os tempo presente tão cheio de incertezas e dificuldades de toda a ordem, sem que a qualidade do repasto ou mesmo a marca do vinho constituam preocupação de maior.
As eleições foram motivo de algumas intervenções, todos referindo a fraca qualidade dos candidatos, mas todos se regozijando com o seu voto, desde os que votaram no candidato ganhador até aos que depuseram o voto no Tiririca da Madeira.
Alguns lamentaram ter um Presidente que foi eleito por menos de 25% dos possíveis eleitores: - dificilmente será o presidente de todos os portugueses!
Alguns recordaram a ida a Coimbra e outros já falam na ida a Castelo Branco. Vamos ver o que acontece.
Devido à minha ausência destes almoços, não tenho também avançado com o blog, o que foi lamentado pelo Xico Acabado e com toda a razão, mas peço que compreendam também as minhas razões: ter uma netinha linda com 17 mesinhos é uma tarefa que exige muito de um avô de 76, sobretudo o expediente que se apresenta todos os dias a despacho.
Mas agora as coisas estão melhorando e prometo que vou ser mais assíduo!
O nosso Homem do Douro ao Guadiana não apareceu, mas não foi esquecido. Esperamo-lo para Feverreiro.
E pronto, cumprida a praxe da visita à Ginginha, a que nem todos já compareceram, marchou, cada um, aos seus destinos.
Até Fevereiro Companheiros e sejam felizes!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Pântano e o Monstro

Nota: Faça duplo clic sobre o texto para a imagem se tornar clara e legível.

PS: Rebusquei este artigo de opinião no jornal "Diário do Sul", por me parecer bem fundamentado e realista, isto é, conforme com a realidade portuguesa.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Última Quarta Feira de Junho

Não pude comparecer devido ao meu munus de baby siter, (isto é que é poliglotismo!). Mas é bom ter amigos que se lembram de nós e até nos substituem com vantagens de toda a ordem: um Amigo meu enviou-me a matéria que se segue e que publico com o maior gosto dado o valor acrescentado que junta ao meu blog.
"Meu caro amigo:

Acabamos de lhe marcar a falta, sem justificação apresentada nas formalidades do costume. Apesar de todos sabermos e reconhecermos que são muito exigentes as obrigações do “abuelato” (não sei se esta palavra existe na Língua Portuguesa – certamente que não -, talvez exista no castelhano – que é o que está a dar – mas talvez não e, se não existir nem numa nem noutra, que se lixe o caso, porque isto quer significar a condição e as respectivas obrigações de se ser avô ou avó). Vivam os avós!


Baleal, 30 de Junho de 2010.


Seis dos outros muitos, encontrámo-nos, como de costume, à porta da Casa do Alentejo. O Francisco Acabado, o Zé Mata, o Jacinto Charrama, o Jacinto Latas, o Francisco Robalo e o Antonino Mendonça. E arrancámos para o “polvo à lagareiro” ou outra ementa à escolha. Esperava-nos, repimpadamente sentado à mesa posta, o Silva Pinto.

Foi duro o rescaldo da eliminação de Portugal do Campeonato do Mundo. O Queiroz e o Ronaldo (que nem cantou o hino nem fez coisíssima nenhuma…) foram os bombos da festa. O Eduardo foi o herói, já que tudo mereceu, excepto a eliminação. As opiniões divergiram quase tanto como o número dos comensais. O Zé Mata barafustava porque o Antonino Mendonça não lhe respondia aos emails. E algumas opiniões religiosas feriram tradicionais crenças arreigadas e sensibilidades menos habituadas à polémica. Da diversidade somos feitos. Sem diversidade, a monotonia e a aridez do deserto instalar-se-iam no nosso dia-a-dia. Diferente do deserto, o mar, parecendo monótono, é arrogante, intranquilo, inconstante, cheio de vida. Por isso, é belo, mesmo quando medonho. Então naveguemos.

Lá se foi o “polvo à lagareiro”, lá se foi o tinto e o branco à pressão, lá se foi a sobremesa e o café. Lá se foi o almoço da última quarta-feira do mês de Junho.

Deste almoço não ficou apenas a memória. A imagem empoeirada como de um almoço qualquer. É que, num bocado rasgado da toalha da mesa, ficaram os retratos desenhados pelo Charrrama dos demais convivas. Habilidades…

Francisco Acabado, pensativo.

O Silva Pinto estava mesmo incomodado com a prestação do Ronaldo e o Charrama lá o ia defendendo conforme podia. Só que o pior foi não ter cantado o hino. Mas, será que ele sabe cantar?



Silva Pinto, incomodado.
O Zé Mata defendia o seu Sporting e ofereceu uma caneta ao Antonino Mendonça. Para fazerem as pazes e acabarem com as discussões.


Zé Mata das Inguias ou da Sortelha. Sportinguista até dizer chega…

Se Jesus nasceu em Belém como referem Mateus e Lucas (Com que motivações?), se nasceu em Nazaré como parece indiciar o nome por que ficou conhecido (Jesus de Nazaré) ou noutra terra qualquer, nunca o saberemos de certeza historicamente certa. Não havia nesses tempos registos de nascimento… O melhor é ficarmos como Marcos e o autor do 4º Evangelho não o afirmarmos como suma verdade. Estes calaram ou não sabiam. Outros o afirmaram por motivos apologéticos, absolutamente legítimos nesses tempos. A verdade é sempre um caminho por fazer. Façamo-lo!


Antonino Mendonça, provocador. O Xico Acabado que o ature.

Falou-se de Saramago. Há quem goste. Há quem desgoste. Há quem aprecie o artista e quem não aprecie o homem, Mas a unanimidade estabeleceu-se na crítica à censura “vaticanista” por altura da morte do “nobelista”. Nem a altura foi oportuna, nem houve justiça na censura à obra e ao homem.


Jacinto Latas (ou Pratas?). Atento ao que se passa à sua volta…

Ficou-se com a impressão de que, durante o almoço, o Robalo esqueceu as suas maleitas. É também para isto que servem os almoços. Esquecem-se as dores com o convívio e a presença dos amigos. Que continue tudo a evoluir da melhor maneira, companheiro!



Francissco Robalo, convalescente e animado. Como sempre.

O Jacinto Charrama não produziu o seu auto-retrato. Por isso, a galeria fica incompleta. É pena. Mas, é assim a vida, que é sempre feita de imperfeições e de frases incompletas.

(Nota do bloger: Para que não fique incompleta a galeria aqui vai este espécimen. o Androgenismo não é uma coisa assim tão rara: a Natureza nem sempre é perfeita. Isto não tem nada a ver com o Charrama, claro, e que fique bem esclarecido! O Xico Acabado e o Mendonça foram tao renitentes que não os consegui alinhar ao centro, como os outros e era meu desejo.)

O calor apertava na Praça da Figueira e no Largo do Rossio. O melhor é fugir e regressar a casa, ou ficar impávido e sereno no conchego do ar condicionado a beber qualquer coisinha fresca…

Até sempre companheiros!"

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Recordando o Manuel dos Santos Catarino

Querido Deus, eu rezo para a cura do cancro. Amen

Em memória de alguém que você sabe que foi abatido por cancro ou ainda vive com ele.
Uma vela nada perde pela iluminação...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Diário de um Amigo de um Amigo meu

RECORDAR


(Diário de um amigo)

Vila Velha, 13 de Abril de 2010

Creio que hoje, se ainda estivesse connosco, completaria sessenta e nove anos de idade o nosso companheiro Manuel dos Santos Catarino.

Recordo-o bem. Andava ele já no terceiro ano, quando entrei para o seminário. Era alto e forte. Impunha-se pelo seu comportamento e pelo seu trabalho. Era respeitado por todos. Juntos, passávamos muitos dias das férias do verão em Almodôvar colaborando com o Cónego Nazário, padrinho de crisma de ambos. Ajudávamos nas festas das aldeias, colaborávamos no cartório (a ordem alfabética dos livros de baptizados e casamentos ainda devem ter a nossa letra), fazíamos os registos de baptizados e casamentos, viajámos por aqueles montes e vales até S. Barnabé onde o cheiro do medronho nos aformoseava a caminhada. Dias bons aqueles…


Recordo-o depois nos caminhos de Espanha. Lá partia ele para Vitória e eu para Comillas. Tantas viagens fizemos juntos. Conversando, discutindo, amigos. E, na noite, o comboio atravessava a braveza de Castela, soprando, arrastando-se numa infinidade de contratempos e de esperas. Os frios da viagem pelo Natal…

Recordo umas férias missionárias em Ermidas-Sado. O entusiasmo e a alegria da experiência concreta no mundo das pessoas. A verdade com que seminaristas e não seminaristas, rapazes e raparigas, unidos num mesmo ideal, eram capazes de viver e conviver saudavelmente, apesar do calor sufocante do verão alentejano. Amizades que se consolidavam. Fraternidades que se repartiam. E a saudade experimentada quando os primeiros partiram no comboio da tarde…

Recordo o Sobral da Adiça. Tantas histórias por contar. Tanta catequese por fazer. Tanto entusiasmo. E… tanta solidão! Contigo, Manel, passei os meus primeiros tempos de presbítero, ajudei-te nas festas de verão, acho que fiz o sermão e aprendi contigo a alegria de ser cristão.

Recordo os “Cursillos de Cristiandade”. A força, com que transmitias as tuas ideias e a tua fé, era contagiante. Eu acreditava, tu acreditavas, eles todos acreditavam.

Recordo a festa de Vidigueira. Quinta-feira d’Ascensão. O prior pediu-me para escolher um pregador para a festa. Não me lembrei de mais ninguém senão do Catarino. E ele veio. Fez-se entender. Proclamou a palavra com clareza e com ternura. Fez amigos.


(O Catarino na festa de Vidigueira com o velho prior e o coadjutor da paróquia - 1967.)

Recordo um outro dia. O Urbano, colega e amigo de ambos, diz-me com toda a crueza: “- O Catarino vai deixar. Vai-se casar.” Fiquei estupidamente atordoado e não tive outra maneira de exprimir o que sentia senão desabafar: “- Porra! Quando acabará esta maldita lei que nos faz infelizes e incompreendidos!” E, até hoje, estupidamente, por orgulho, tacanhez ou por outro motivo qualquer, mantém-se a irracionalidade e a hipocrisia de tal lei, com todos os dissabores, amargos de boca, crimes e mentiras espalhados na litosfera, blogsfera, atmosfera e por todas as outras esferas possíveis e imagináveis.

Finalmente recordo a noite. Era véspera do seu casamento. Estivemos juntos numa esplanada do Rossio. Creio que bebemos um café ou um sumo. Não sei. Só sei que foi a última vez que vi o Manuel dos Santos Catarino.

sábado, 3 de abril de 2010

E AGORA?

COMO RESPONDER A ESTE NOVO CHOQUE CIVILIZACIONAL?
O TABÚ SEXUAL ACABOU!
COMO CONTROLAR OS INSTINTOS QUE PERMANECEM?
O PECADO SUBJACENTE AO CRIME NÃO PODE SER ABSOLVIDO NO CONFESSIONÁRIO!
A CONFUSÃO DA TORRE DE BABEL TERMINOU COM A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO OU AGRAVOU-SE AINDA MAIS?
A CONFISSÃO E A AUTOCRÍTICA NÃO SÃO SUFICIENTES! O CRIME EXIGE CASTIGO REGENERADOR, VINDICATIVO E PREVENTIVO! SÓ ASSIM A SOCIEDADE PODERÁ AVANÇAR: A LEI "DIVINA" NÃO É SUFICIENTE E A EXECUÇÃO DA LEI LAICA OU CIVIL NÃO ESTÁ RESPONDENDO AOS DESAFIOS DESTA ERA MARAVILHOSA.