sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Baleal, 30 de Janeiro de 2013


Última 4ª feira de Janeiro, logo, dia de encontro dos “Amigos da Ponta da Unha”.

O Noca fez hoje 78 primaveras e lembrou-se de fazer uma surpresa aos amigos, por isso foi mais cedinho para não ser apanhado num “flaga”, como dizem os nossos “filhos” brazucas.

Para se certificar do número aproximado de convivas, contactou o Mata, que entretanto passeava pela Rua Augusta, dirigindo-se ao Terreiro do Paço por mera curiosidade turística. Ficou assim a saber que seria uma dezena ou coisa parecida e portanto um bolito de kilo e meio seria suficiente. Passando pela Nacional escolheu um bolito baratucho, de acordo com o momento de crise que se vive, e dirigiu-se para o ponto de encontro – Baleal, (cervejaria).

Ali chegado, deparou-se com o Mata já instalado e em amena cavaqueira com o Sr Romeu Branco, ilustre e veterano dirigente do Sporting, desde os anos 50 do século passado.

Entretanto foram chegando os outros, a saber o Latas ou Pratas, o Fernandes, amigo do Mata, o Xico Acabado e o outro Xico, o Robalo, o Guilhoto, o Xarrama e o Silva Pinto.

Decorreu em franca e alegre camaradagem o frugal repasto, apesar de o Mata insistir na lampreia, prato muito famoso, mas que não é da simpatia de alguns.

Tudo decorre bem quando acaba em bem e assim aconteceu com a apresentação do modesto bolito de anos do Noca, que, depois de cantados os parabéns e apagadas as velas, constituiu a sobremesa bem regada com um Brutus Murganheira.

Serviram-se finalmente os cafés e deu-se ordem de dispersar.

Enquanto alguns seguiam aos seus destinos, um grupo de cinco deambulou pela Rua do Carmo até ao Chiado e aí, depois de observar o bulício e vaivém ou sobe e desce da multidão de frequentadores daquela zona chique da cidade, subiram à zona de restauração e lazer do Chiado, em convívio e amena cavaqueira, uns matando saudades outros admirando a novidade, mas todos gozando o agradável ambiente ali criado.

E pronto, assim se passou mais um encontro de amigos ligados por laços de antiga fraternidade e amizade persistente, que teimam em não deixar morrer esses sentimentos, cada vez mais arreigados, devido à saudade dos bons e “maus” momentos por que passaram nas suas juventudes.

Até à próxima Companheiros!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A propósito de São Teotónio "nã drome"

Oiço esta expressão atribuída aos santeotonienses desde que culturalmente  me conheço e não sei e nunca ouvi qualquer explicação sobre o assunto, mas, querendo contribuir para o seu aclaramento, permiti-me criar uma teoria sobre o assunto e que é a seguinte:
Todos conhecemos a origem da "Praia de Messejana", pois esta de São Teotónio nã dromir, pode e terá certamente uma origem semelhante, "mutatis mutandis".
A praia de Messejana teve origem numa expressão usada por Brito Camacho, político republicano, oriundo de Aljustrel e que, um dia recebendo na sua terra uma delegação de Messejana, freguesia do mesmo concelho, e em resposta às exigências de melhoramentos pedidos por aqueles delegados, lhes terá respondido, em tom jucoso: "Vocês não quererão também uma praia?".
O caso de São Teotónio é muito curioso e terá origem num dito semelhante, numa reunião de representantes das freguesias, em que os Santeotonienses reivindicavam também os seus direitos e em que o porta voz terá usado a expressão muito usada naquela região. Trata-se de um fenómeno linguístico ali muito comum - a metatese ou troca de letras nas palavras: "dormir = dromir".
Um dos casos mais interessantes que conheço é a palavra "transpor", que ali se diz "strapor" - metátese e síncope, queda do "n".
"Strapor" significa "transpor" um determinado ponto ou acidente oro-geográfico, mas com um significado mais rico. Enquanto "transpor" significa apenas "passar além de = ultrapassar", "strapor" significa "passar além de ou ultrapassar, desaparecendo"
Um dito regional diz referindo-se a alguém que é pouco trabalhador ou que não produz nada que se veja:
"fulano anda, anda e não strapõe!"
Quem faz a língua é o povo, não esqueçamos, e estes regionalismos são muito ricos e interessantes

sábado, 8 de dezembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

São Teotónio não "drome"!

Encontrei esta interessante referência no jornal regional "Diário do Sul", publicado em Évora e que aqui publico, com a devida vénia.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O diabo é gay


Dedução
E Deus fez a mulher...
Houve harmonia no paraíso.

O diabo vendo isso resolveu complicar...

Deus deu à mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressequidas.

Deus deu à mulher seios firmes e bonitos.
O diabo fê-los crescer e cair.

Deus deu à mulher um corpo esbelto e provocante.
O diabo inventou a celulite e as estrias.

Deus deu à mulher músculos perfeitos.
E o diabo cobriu-os com lipogliceridos.

Deus deu à mulher uma voz suave, doce e melodiosa.
O diabo fê-la falar demais.

Deus deu à mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.

Então Deus deu à mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.

Deus fez a mulher ficar maravilhosa aos 30, vibrante e gostosa aos 45.
O diabo deu de presente a menopausa aos 50...

Só pode haver uma explicação para tudo isso:

O cabrão do diabo só pode ser GAY !!!



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O anti-poeta ou poeta menor

Depois de saber que este indivíduo recebeu um prémio por uma tradução: "tradutore =traditore!", já nada me espanta.
Àh Guerra Junqueiro, se soubesses como isto, "a tua Pátria"; anda!!!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Baleal, 27 de Junho de 2012

D'antes nunca mais chovia. Agora é o calor insoportável que nos afeta. Mas, "vamos lá seguindo por esses campos fora", no caso por essas ruas fora.
 Hoje tivemos duas surpresas: a comparência do Dr Lança Schwalbach e a filha do nosso veterano Contreiras, presenças que muito nos honraram.
Mas vamos mencionar-lhes os nomes para que fique na história: os primeiros a chegar, hoje, foram o ANTONINO e o NOCA, depois foram chegando o LATAS e o ZÉ DA PONTE, já precedidos do SILVA PINTO, seguiu-se o ROBALO e o XARRAMA, depois o ACABADO e o MATA, depois o CONTREIRAS & FILHA e finalmente apareceu-nos o LANÇA SCHWALBACH.
Todos muito bem apresentados e irradiando felicidade, decorreu a sessão dos abraços e dos: "há quanto tempo te não via!!!"
 Enfim, estabelecida a ordem, composta a mesa, deu-se início à consulta do cardápio e à escolha da opção de cada um: o polvo hoje foi preterido e substituido por uns carapaus com arroz de feijão, que fizeram as delícias da maioria.
Os assuntos diversificaram-se, embora toquemos sempre no onde é que está este ou aquele e nas faltas que alguns já vão marcando por terem dado a alma ao criador: lembrámos o Fatela, o Vergílio e outros que agora não me ocorrem. Àh!  O Zé da Ponte lembrou, o que muitos não esquecem, a agrassividade do P. Almeida.
Foi um repasto pacífico, sem recriminações, servido a comtento de todos e num ambiente familiar, diria mesmo, cordial.
Terminado o convívio fraterno, o primeiro a dar o fora foi o Mata que está sempre atarefado com os negócios: agora vai lançar-se no mercado de Moçambique, aquele homem não pára!
Trocando as últimas impressões fomos saindo paulatinamente pela Rua da Madalena, tocamos o Poço de Borratem, depois Praça da Figueira, onde o Noca e o Antonino tomaram boleia do Lança no seu  SLK Compressor e outros seguiram pela Rua da Betêsga, onde não cabe o Rossio, e seguiram todos aos seus destinos, felizes e contentes, prontos para mais um mês, agora de calor, talvez nalgum ressort de praia ou no fresco aconchego das suas casas.
BOA SORTE AMIGOS e até daqui a um mês!