quinta-feira, 30 de junho de 2011

Uma foto por acaso

Alguém conhecerá esta gente! Tem todos mais de sessenta anos e são bons rapazes!


Vai conforme a recebi para não alterar nada do original.

Última 4ª Feira de Junho


Olá companheiros, apetece-me dar-vos uma tareia, então agora é assim, já estão tão caquéticos que até este almoço se esquece ou pior ainda, se menospreza?


Segundo me disseram, o mês passado eram 6 e hoje apenas 5, INACEITÁVEL.


Para compensar tivemos a surpreendente presença do José da Ponte, empresário há bastantes anos, creio que do ano do Noca, Zé Anjos/Guilhoto etc. Já não me lembrava dele pois era de 2/3 anos antes, porém trata-se de ex-colega simpático e colaborante, envio o mail dele como lhe dou conhecimento pela mesma via, dos vossos. Façam favor de mailar. Ele declarou-se receptivo a entrar no nosso carrocel. Alem dele, estavam o Acabado, o Charrama, o amigo do Charrama este vosso criado. Que pobreza de reformados.


O almoço foi animado, falámos muito dos tempos de antanho, do encontro do Seminário em Maio e só saímos depois das 15h. O meu almoço foi jaquinzinhos de 2 polegadas, conhecem? Tive o cuidado de medi-los com a métrica manual, o dedo.


Um abraço


Zé Mata

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Última 4ª feira de Fevereiro - Presentes seis convivas

Foi assim a modsque, pouca gente, pronts, mas era munta boa!
Compareceram o Jacinto Latas, o Zé Contreiras, o Guilhoto, o Noca, o assíduo Silva Pinto e finalmente o retardatário, mas sempre presente Jacinto Xarrama.
Local do repasto: Baleal, pois claro. Já ali somos conhecidos e bem recebidos: o pessoal de serviço, quando nos vê, acolhe-nos com grande afabilidade e simpatia.
Escolhido o vinho, tarefa a cargo do Jacinto Latas, quando esperávamos um vinho da herdade dos Grôos ou das vinhas dos Sousa Uva, conterrâneos do Latas, aparece-nos um Monte Velho.
Parece que estou a desdenhar o Monte Velho, mas não, a escolha foi muito boa, porque é das melhores coisas que o Alentejo produz - benditos sejam os vinhateiros, desde os que amanham as terras até ao enólogo, passando pelos podadores e pelos apanhadores da uva, que nos proporcionam tal nectar. Ía dizer vindimadores, mas penso que hoje tal tarefa já não se faz como dantes, sendo preferida a colheita mecânica.
As opções de escolha da ementa foram em maioria para as pataniscas e o polvo à lagareiro, tudo a contento e nada a reclamar.
Mas deixemo-nos de materialismo e vamos às iguarias que alimentam os espíritos muito elaborados destes seis convivas:
  1. Comecemos pelos votos de melhoras e recuperação rápida do Robalo, ontem sujeito a cirurgia no Hospital do SAMS, (bancários);
  2. Lembrámos também o Oliveira Guardado que há três anos luta contra um AVC, em condições muito difíceis, como são todos estes casos de ataque traiçoeiro;
  3. Entrou-se depois na troca de galhardetes, mais ou menos amistosos, e sempre com elevação de abordagem, sobre as novas tecnologias e as manifestações "espontâneamente?" convocadas pelas redes sociais, em que foram intervenientes mais activos o Guilhoto e o Contreiras, com o Noca a moderar e o Latas a apreciar: O Zé Contreiras não se dispensa mesmo de estar presente na manifestação "apartidária" dos "jovens", geração "parva", que estão a ser convocados para a Avenida da Liberdade em 12 de Março;
  4. Já a "Abrilada" de Botelho Moniz em 1961, foi tema de grande interesse, em que Contreiras, Noca e Guilhoto, sob observação silenciosa, mas muito atenta, do Latas, intervieram com análises muito subjetivas e nem sempre coincidentes, verificando-se algum calor na discussão, mas acabou tudo em bem, como não podia deixar de ser, entre pessoas educadas e dotadas de bom senso;
  5. Finalmente, já em plena desembocadura da Rua Augusta com o Rossio, o Silva Pinto, o Xarrama e o Noca, a despropósito de tudo, envolveram-se numa interessante dissertação sobre arte,(ars = poema), e a sua relação com o bem e o mal, ressaltando-se que a capacidade criativa do artista, autor/criador de poemas, (lato sensu), é o apanágio mais saliente do homo sapiens e ela está na origem de todo o progresso da humanidade.

E "pronts"! Nada mais a acrescentar, senão que a Baixa de Lisboa está ficando triste, até os turistas, nesta altura, parecem pessoas estranhas, são incaracterísticos e inidentificáveis, tal a variedade de procedências e atipicismo dos espécimes: não gostei da Baixa, hoje!

O Rio Tejo, esse sim estava imponente e magestoso, como sempre! A travessia no velho Ferry que nos leva a Cacilhas é breve e cheia de surpresas, com a paisagem circular ímpar que se avista, desde a sumptuosidade da Ponte, presidida pelo Cristo Rei, até à austeridade das muralhas do Castelo, cheias de lendas e mistérios, desde que Martim Moniz se entalou na Porta e o Mestre de Aviz se fez coroar Rei depois de aclamado pelo Povão da velha Urbe,e ainda à longitude plana da margem esquerda, desde a Ponte Vasco da Gama até ao Pórtico da extinta Lisnave, na Margueira. É mesmo grande e belo este Rio que todos os dias beija os pés da Grande Lisboa!

Até breve Companheiros!

Noca

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Como se faz linha do TGV

Para os amantes dos Caminhos de Ferro, aqui lhes deixo esta maravilha de técnica:

http://www.youtube.com/watch_popup?v=qFE8nmKpmXY&vq=hd720

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Encontro dos audazes

Lisboa 26 de Janeiro de 2011
Com uma temperatura de 8 graus, tiritava-se de frio na linda cidade de Lisboa!
Isso não impediu que os audazes Guilhoto, Jacinto Latas, Contreiras, Martins Mata, Fernandes, Acabado, Xarrama, Robalo, Silva Pinto e Noca, enfrentassem a intempérie e rumassem ao centro da cidade.
Como de costume, após os abraços de saudade e a troca das primeiras impressões e notícias das preciosas saúdes de cada um, dado o longo prazo de tempo decorrido, todos se aprontaram para atacar o almoço de convívio: ocasião sempre perfeita para invocar as lembranças de tempos idos e analisar os tempo presente tão cheio de incertezas e dificuldades de toda a ordem, sem que a qualidade do repasto ou mesmo a marca do vinho constituam preocupação de maior.
As eleições foram motivo de algumas intervenções, todos referindo a fraca qualidade dos candidatos, mas todos se regozijando com o seu voto, desde os que votaram no candidato ganhador até aos que depuseram o voto no Tiririca da Madeira.
Alguns lamentaram ter um Presidente que foi eleito por menos de 25% dos possíveis eleitores: - dificilmente será o presidente de todos os portugueses!
Alguns recordaram a ida a Coimbra e outros já falam na ida a Castelo Branco. Vamos ver o que acontece.
Devido à minha ausência destes almoços, não tenho também avançado com o blog, o que foi lamentado pelo Xico Acabado e com toda a razão, mas peço que compreendam também as minhas razões: ter uma netinha linda com 17 mesinhos é uma tarefa que exige muito de um avô de 76, sobretudo o expediente que se apresenta todos os dias a despacho.
Mas agora as coisas estão melhorando e prometo que vou ser mais assíduo!
O nosso Homem do Douro ao Guadiana não apareceu, mas não foi esquecido. Esperamo-lo para Feverreiro.
E pronto, cumprida a praxe da visita à Ginginha, a que nem todos já compareceram, marchou, cada um, aos seus destinos.
Até Fevereiro Companheiros e sejam felizes!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Pântano e o Monstro

Nota: Faça duplo clic sobre o texto para a imagem se tornar clara e legível.

PS: Rebusquei este artigo de opinião no jornal "Diário do Sul", por me parecer bem fundamentado e realista, isto é, conforme com a realidade portuguesa.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Última Quarta Feira de Junho

Não pude comparecer devido ao meu munus de baby siter, (isto é que é poliglotismo!). Mas é bom ter amigos que se lembram de nós e até nos substituem com vantagens de toda a ordem: um Amigo meu enviou-me a matéria que se segue e que publico com o maior gosto dado o valor acrescentado que junta ao meu blog.
"Meu caro amigo:

Acabamos de lhe marcar a falta, sem justificação apresentada nas formalidades do costume. Apesar de todos sabermos e reconhecermos que são muito exigentes as obrigações do “abuelato” (não sei se esta palavra existe na Língua Portuguesa – certamente que não -, talvez exista no castelhano – que é o que está a dar – mas talvez não e, se não existir nem numa nem noutra, que se lixe o caso, porque isto quer significar a condição e as respectivas obrigações de se ser avô ou avó). Vivam os avós!


Baleal, 30 de Junho de 2010.


Seis dos outros muitos, encontrámo-nos, como de costume, à porta da Casa do Alentejo. O Francisco Acabado, o Zé Mata, o Jacinto Charrama, o Jacinto Latas, o Francisco Robalo e o Antonino Mendonça. E arrancámos para o “polvo à lagareiro” ou outra ementa à escolha. Esperava-nos, repimpadamente sentado à mesa posta, o Silva Pinto.

Foi duro o rescaldo da eliminação de Portugal do Campeonato do Mundo. O Queiroz e o Ronaldo (que nem cantou o hino nem fez coisíssima nenhuma…) foram os bombos da festa. O Eduardo foi o herói, já que tudo mereceu, excepto a eliminação. As opiniões divergiram quase tanto como o número dos comensais. O Zé Mata barafustava porque o Antonino Mendonça não lhe respondia aos emails. E algumas opiniões religiosas feriram tradicionais crenças arreigadas e sensibilidades menos habituadas à polémica. Da diversidade somos feitos. Sem diversidade, a monotonia e a aridez do deserto instalar-se-iam no nosso dia-a-dia. Diferente do deserto, o mar, parecendo monótono, é arrogante, intranquilo, inconstante, cheio de vida. Por isso, é belo, mesmo quando medonho. Então naveguemos.

Lá se foi o “polvo à lagareiro”, lá se foi o tinto e o branco à pressão, lá se foi a sobremesa e o café. Lá se foi o almoço da última quarta-feira do mês de Junho.

Deste almoço não ficou apenas a memória. A imagem empoeirada como de um almoço qualquer. É que, num bocado rasgado da toalha da mesa, ficaram os retratos desenhados pelo Charrrama dos demais convivas. Habilidades…

Francisco Acabado, pensativo.

O Silva Pinto estava mesmo incomodado com a prestação do Ronaldo e o Charrama lá o ia defendendo conforme podia. Só que o pior foi não ter cantado o hino. Mas, será que ele sabe cantar?



Silva Pinto, incomodado.
O Zé Mata defendia o seu Sporting e ofereceu uma caneta ao Antonino Mendonça. Para fazerem as pazes e acabarem com as discussões.


Zé Mata das Inguias ou da Sortelha. Sportinguista até dizer chega…

Se Jesus nasceu em Belém como referem Mateus e Lucas (Com que motivações?), se nasceu em Nazaré como parece indiciar o nome por que ficou conhecido (Jesus de Nazaré) ou noutra terra qualquer, nunca o saberemos de certeza historicamente certa. Não havia nesses tempos registos de nascimento… O melhor é ficarmos como Marcos e o autor do 4º Evangelho não o afirmarmos como suma verdade. Estes calaram ou não sabiam. Outros o afirmaram por motivos apologéticos, absolutamente legítimos nesses tempos. A verdade é sempre um caminho por fazer. Façamo-lo!


Antonino Mendonça, provocador. O Xico Acabado que o ature.

Falou-se de Saramago. Há quem goste. Há quem desgoste. Há quem aprecie o artista e quem não aprecie o homem, Mas a unanimidade estabeleceu-se na crítica à censura “vaticanista” por altura da morte do “nobelista”. Nem a altura foi oportuna, nem houve justiça na censura à obra e ao homem.


Jacinto Latas (ou Pratas?). Atento ao que se passa à sua volta…

Ficou-se com a impressão de que, durante o almoço, o Robalo esqueceu as suas maleitas. É também para isto que servem os almoços. Esquecem-se as dores com o convívio e a presença dos amigos. Que continue tudo a evoluir da melhor maneira, companheiro!



Francissco Robalo, convalescente e animado. Como sempre.

O Jacinto Charrama não produziu o seu auto-retrato. Por isso, a galeria fica incompleta. É pena. Mas, é assim a vida, que é sempre feita de imperfeições e de frases incompletas.

(Nota do bloger: Para que não fique incompleta a galeria aqui vai este espécimen. o Androgenismo não é uma coisa assim tão rara: a Natureza nem sempre é perfeita. Isto não tem nada a ver com o Charrama, claro, e que fique bem esclarecido! O Xico Acabado e o Mendonça foram tao renitentes que não os consegui alinhar ao centro, como os outros e era meu desejo.)

O calor apertava na Praça da Figueira e no Largo do Rossio. O melhor é fugir e regressar a casa, ou ficar impávido e sereno no conchego do ar condicionado a beber qualquer coisinha fresca…

Até sempre companheiros!"